Jogo de Ideias: experiências do Bagunçaço

Joselito Crispim, ativista do Bagunçaço, localizado no bairro de Alagados, na capital baiana, fala sobre sua trajetória profissional, sobre as dificuldades encontradas e a trajetória do projeto social criado e coordenado por ele há 20 anos, o Bagunçaço. O episódio é a primeira parte do especial Onda Cidadã, um programa permanente do Itaú Cultural, criado em 2003 e que pensa as formas autônomas de comunicação e seu impacto social, cultural, educacional e econômico.

Entrevista para o programa Jogo de Ideias, gravado durante a realização do II Fórum Onda Cidadã, no Itaú Cultural, São Paulo/SP, em junho de 2011. Apresentação de Claudiney Ferreira.

 

Festival Fagulha

Estão abertas as inscrições para bandas, artistas cênicos, comunicadores e produtores que desejam fazer parte do 2º Festival Fagulha de Artes Integradas, que acontece entre os dias 19 e 23 de setembro, em locais como UGT, Parque Maurílio Biagi, Centro Cultural Quintino II e Estúdios Kaiser de Cinema, em Ribeirão Preto (SP). As inscrições podem ser feitas online pelo site do Coletivo Fuligem, até o dia 15 de agosto.

Serão diversas vagas para os Cabarés de Cenas Livres, três vagas para bandas e vagas em produção e comunicação para colaboradores.

Confira um resumo do que foi o 1º Festival Fagulha:

 

 

Agente Cultural da Juventude Negra

A Fundação Cultural Palmares vai selecionar as dez melhores propostas para a criação de Núcleos de Formação de Agente Cultural da Juventude Negra (NUFACs). Podem se inscrever órgãos ou entidades da administração pública direta e indireta federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal; instituições culturais públicas e entidades privadas sem fins lucrativos, que tenham, entre outros requisitos, foco de atuação em cultura e educação.

Cada núcleo receberá um investimento de R$ 570 mil. Desse montante, R$ 200 mil é destinado a bolsa incentivo e R$ 370 mil para as demais despesas do NUFAC. A meta é que cada um desses espaços trabalhe diretamente com 200 jovens entre 15 e 29 anos.

O prazo para as inscrições das propostas é 20 de agosto. Os NUFACs serão criados em todas as regiões brasileiras, sendo um na região Norte, um na região Sul, dois na Centro-Oeste, três na região Nordeste e três no Sudeste.

O intuito do projeto é viabilizar a capacitação e a qualificação profissional de 2 mil jovens negros e negras do ensino fundamental e médio, completo e incompleto, oriundos das classes sociais C, D e E de todas as regiões brasileiras, no período de 12 meses, sendo dois meses destinados à preparação e os demais à realização de cursos.

Para acessar o edital completo clique aqui.

 

IV Festival Virtuosi de Gravatá

De 13 a 22 de julho acontece  o IV Festival Virtuosi de Gravatá (PE), em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. O Festival acontece na Igreja Matriz de Sant’Ana, em Gravatá (PE). Nos concertos realizados durante todo o evento estarão obras de Mozart, Beethoven, Debussy, Rachmaninoff, Grieg, Schumann, Brahms, Bach, Tom Jobim, Chopin e outros.

Para celebrar o centenário do nascimento do Rei do Baião, o festival encomendou a composição de uma peça especialmente dedicada ao mestre nordestino. Memorial Musical de Luiz Gonzaga foi criada pelo compositor paraibano Eli-Eli Moura e será apresentada, pela primeira vez,  no dia 21 de julho.

Como forma de homenagear os 150 anos de nascimento do compositor francês Debussy, o Virtuosi apresentará recitais executados pelos pianistas Victor Asuncion (Filipinas), Kasparas Uinskas (Lituânia) e Tian Lu (China). O violinista russo Nikita Borisoglebsky e o violoncelista brasileiro Leonardo Altino tocam sonatas escritas para seus respectivos instrumentos.

A entrada no festival é gratuita e a programação completa você confere aqui.

Informações do Jornal do Commercio.

Edital de arte circense

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), publicou esta semana um edital que vai destinar 30 bolsas de estudos para a formação das artes circenses.

As 30 bolsas são divididas em grupos para atender as cinco regiões brasileiras. O artista selecionado fará o Curso Básico de Artes Circense na Escola Nacional de Circo (ENC), na cidade do Rio de Janeiro.

Dentre os critérios de seleção os artistas serão submetidos a testes de dança, interpretação, aptidão física e redação. O curso básico tem a duração de 10 meses e o candidato selecionado receberá R$ 20 mil para ajuda de custo.

As inscrições vão até o dia 18 de agosto de 2012. Somente serão aceitos cadastros enviadas pelo correio (Sedex), sendo desconsideradas aquelas postadas após o prazo determinado.

Para conferir o edital completo clique aqui.

Ministério da Cultura abre inscrições para o Prêmio Jovem de Cultura

O Ministério da Cultura publicou no dia 14 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), o edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais. Por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, o MinC vai premiar 500 iniciativas de jovens entre 15 e 29 anos. As inscrições para a premiação começam amanhã e vão até o dia 31 de janeiro de 2012. O edital é uma parceria entre o MinC – que investirá R$ 2,9 milhões – e os ministérios da Saúde (R$ 1 milhão) e do Desenvolvimento Agrário (R$ 600 mil), além da Secretaria Nacional de Juventude (R$ 500 mil).

Podem concorrer ao prêmio iniciativas existentes e já concluídas nas áreas de comunicação, tecnologia, pesquisa, formação cultural, produção artística, intercâmbio e sustentabilidade. Cada selecionado irá receber premiação no valor de R$ 9 mil. Os premiados poderão se inscrever de acordo com a faixa etária: serão 200 bolsas para jovens entre 25 e 29 anos, número igual para aqueles que têm entre 18 e 24 anos e outras 100 para os jovens de 15 a 17 anos. As inscrições poderão ser feitas pela internet, por meio do SalicWeb, ou pelos Correios.

Para a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”, diz a secretária.

Fonte: Agência Pauta Social

Centro de Exposições Imigrantes recebe exposição fotográfica Brasil Gueto

A exposição Brasil Gueto do fotógrafo Davi Sidney é uma das atrações do Espaço Multímidia da Feira Preta – 10 Anos, que acontecerá em São Paulo nos dias 17 e 18 de dezembro, das 13 às 22 horas, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

A exposição é formada por 20 painéis que foram selecionados para compor a reflexão e a pesquisa sobre quais são realmente os traços físicos que identificam o negro brasileiro, e ainda, as heranças africanas que se mantém vivas em cada um de nós.

As imagens trazem rostos de homens e mulheres afrodescendentes, mostrando o impacto da fotografia como apoio nesta percepção visual. De acordo com Davi Sidney a ideia foi buscar através de cada rosto a verdadeira identidade do afro-brasileiro. “As imagens nos mostram que mesmo passado todos esses anos e apesar de tantas influências oriundas da Europa, ainda assim não podemos deixar de considerar a presença dos ancestrais africanos em nosso DNA que se mantêm inalterado”, disse o fotógrafo.

Fonte: Agência Pauta Social

Nós do Morro promove a 19ª edição do festival multidisciplinar Caldo Cultural

O grupo Nós do Morro realizará, no dia 17 de dezembro, o festival de artes multidisciplinar Caldo Cultural. O evento acontecerá às 20h na Oficina do Jô, localizada no Vidigal. A 19ª edição do festival promete resgatar o pioneirismo que, entre os anos de 2005 e 2008, tornou-o um dos encontros mais ricos entre a cultura do asfalto e do morro.

Concebido pelo mesmo grupo de atores e jovens produtores do Nós do Morro que há mais de 5 anos comandam a bem sucedida festa Lamparina no Vidigal, o Caldo Cultural apresentará mais de 15 atrações artísticas, onde o intercâmbio e a experimentação artísticos solidificam a conquista das novas fronteiras da arte, da cultura e da cidadania carioca.

Para conferir a programação e o preço dos ingressos da 19ª edição do Caldo Cultural, acesse o site do Nós do Morro.

Revista Prego é convidada para encontro de arte independente em Portugal

A Revista Prego, publicação independente de Vila Velha (ES), participará da 19ª Feira Laica Internacional. O encontro acontecerá na cidade do Porto, em Portugal, e reunirá diversos artistas e editores independentes entre os dias 16 e 18 de dezembro.

A Prego, que é um dos mapeados do Onda Cidadã, dedica-se há cerca de 5 anos aos quadrinhos, arte punk e psicodelia, além de ser uma espécie de editora independente, produzindo publicações paralelas.

A programação do evento está disponível nos sites da Revista Prego (http://www.revistaprego.blogspot.com/) e da 19ª Feira Laica Internacional (http://feiralaica.wordpress.com/).

Integrante do Ciranda dá um panorama dos movimentos culturais de Belém

Vanessa Silva, integrante da Ciranda, plataforma de comunicação compartilhada, fala sobre sua experiência com o movimento social e oferece um panorama dos movimentos culturais em Belém. Vanessa também comenta sobre as mudanças que a Ciranda enfrentou em seus 10 anos de atuação. Confira a íntegra da entrevista.

Você notou de um tempo para cá mudanças na geração que está a frente das organizações? Se sim, você observa alguma mudança na atuação e na maneira de dialogar com a sociedade?

Percebo que a atuação na prática é mais jovem, mas a coordenação, a direção, ainda é a velha guarda. Essa renovação traz novas práticas, certamente, mas é importante a experiência acumulada pelas pessoas que há anos trabalham fazendo os movimentos.

Nós temos avançado bastante em termos de objetivos e nos trabalhos realizados. A Ciranda nos últimos 10 anos tem ampliado sua atuação. Temos um grupo de jovens que trabalha ativamente, fazendo articulação com pessoas de todas as regiões do Brasil. Recentemente, surgiram diversos novos núcleos da Ciranda, o que nos permite alcançarmos muito mais pessoas.

Com a Ciranda não é muito difícil. A articulação da Ciranda flui de maneira muito natural. A dificuldade é reunir todos presencialmente, já que quase não nos encontramos pessoalmente. O momento que a Ciranda tem para reunir os cirandeiros é, principalmente, nos eventos.

Observamos nos últimos anos uma valorização da cultura no Brasil, com o surgimento de diversos pontos de cultura, de novas leis de incentivo… é uma análise correta? Quais as carências ainda existentes em relação a apoio?

Teve uma abertura bem interessante. Tem muita gente que está podendo acessar esses incentivos, mas pelo menos em Belém, está muito repetitivo. Mesmo com toda abertura, com todo acesso, ainda é muito burocrático. O trato com essa burocracia é muito difícil para algumas organizações. É sempre muito complicado, essas prestações de conta, enfim…

Mas, sem dúvidas, principalmente para as organizações menores esses incentivos ajudam a fazer alguns trabalhos. Eu acho muito interessante ter esse incentivo.

Qual a influência desse novo contexto no movimento cultural em Belém?

Tem tido um surto de produções na região. Aqui temos uma diversidade muito grande de pessoas. Está acontecendo muita coisa por aqui. Trabalhando dentro de Instituto de Arte do Estado, percebo que existe um galera muito grande que está produzindo cultura aqui. Uma galera está publicando livro, fazendo teatro, cinema, espetáculo de dança.

Os últimos 10 anos, junto com o amadurecimento da Ciranda, vimos também o crescimento da Internet. Você acha que as organizações sabem utilizar isso a seu favor? Mudou a forma de comunicação com o público?

Não temos visibilidade na grande mídia, por isso, acionamos a mídia alternativa. Mas temos a impressão de que nossas ações não tem tanta amplitude, porque estamos nos comunicando entre a gente mesmo. Existe uma discussão muito grande em torno disso.

A Ciranda participa de eventos de comunicação, está articulada com outras organizações que também trabalham a comunicação. Tem gente que contribui com a Ciranda no Brasil inteiro e também estamos articulados com a galera de mídia livre. Fazemos oficinas em eventos e assim mobilizamos mais pessoas. Os núcleos não existem fisicamente, são núcleos virtuais. Os cirandeiros tem autonomia para escolher a editoria onde quer publicar.

Quando a gente veio para Belém, em 2009, fizemos oficinas e quem definia os temas delas eram os próprios alunos das oficinas. Durante o Fórum Social Mundial, que aconteceu em um bairro de periferia, a maioria das pessoas que trabalharam disseram que apesar de receberem um evento mundial não estavam se vendo. A maioria das pessoas do bairro não sabia nada sobre o evento. Então, fomos para a rua com equipamento de vídeo, texto, áudio, conversamos com as pessoas, para elas poderem falar o que quisessem sobre o assunto. Isso foi super produtivo. Não tínhamos um grupo de jornalistas. O que tínhamos eram moradores do bairro incomodados com uma situação, querendo falar. Além da produção, da cobertura do evento, participamos das discussões.

Agora a gente está na discussão do Marco Regulatório da Comunicação. Essas aberturas, que a população pode propor o que vai entrar nos marcos regulatórios, são super interessantes. Mas o meu ponto de vista é que ainda é muito excludente. Na região onde eu moro é complicadíssimo. Porque tem lugares aqui, a três horas de Belém, que não tem nem telefone. É um avanço? É um avanço. Mas ainda precisa mudar muita coisa. As pessoas aqui tem dificuldade de acesso, principalmente em relação à internet.

E com essas dificuldades, como vocês conseguem mobilizar novos atores e para organizar as atividades da Ciranda?

As oficinas são o melhor espaço para ampliar nossa atuação. Eu, por exemplo, participei de uma oficina da Ciranda, já virei cirandeira e fui publicando um monte de coisas. Do pessoal da Ciranda eu sou a mais nova. Tem gente em Minas Gerais, no Amapá, no Paraná, em Londres, é uma galera imensa que está publicando na Ciranda e vários deles entraram para a Ciranda fazendo contato nos eventos.

Para organizar a atuação, ano passado fizemos um encontrão da Ciranda e direcionamos as editorias. Dividimos os dias das publicações de cada um e criamos um ritmo de publicação que parece uma editoria de um grande jornal. Tem gente que publica de vez em quando, mas tem gente que é todo dia. Várias coisas acontecem no mundo e a Ciranda está sempre lá. Se não presencialmente, ao menos virtualmente.

Essa experiência acrescenta muito no meu trabalho em Belém, conheci muita coisa com a Ciranda, viajei para muitos lugares.

Nesse momento estamos na discussão do Fórum de Mídia Livre. Ficou definido que faremos esse fórum combinando com o Rio +20, com temas também ligados à questão ambiental. Agora estamos trabalhando para esse evento acontecer.

Para conhecer a Ciranda, acesse o site da instituição.